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Em 1960, ele cobria 68 mil km², sendo o quarto maior lago do mundo. Em 2000, sua superfície já estava dividida por dois. A separação entre o Pequeno mar ao norte e o Grande mar ao sul data de 1989. A evolução atual prediz o desaparecimento total por volta de 2010 segundo pesquisas de março do ano 2008.
editar DesaparecimentoA diminuição do volume de água no Mar de Aral é considerado um dos maiores desastres ambientais e humanos da história. Recebendo água de dois rios, o Amu Dária e o Sir Dária, o Mar de Aral vem secando progressivamente há quarenta anos. As nascentes dos dois rios é nas altas montanhas que fazem parte do sistema do Himalaia e que distanciam cerca de 1.000 km da foz. Durante toda esta extensão, sucessivas drenagens feitas pelo governo soviético nas repúblicas da Ásia Central a partir de 1920 fizeram com que o fluxo dos rios no mar diminuisse consideravelmente (90% de vazão no rio Sir Dária). As drenagens foram feitas com propósitos de irrigação de culturas de algodão no Uzbequistão, e arroz no Cazaquistão, em pleno deserto. Os fluxos acumulados em anos normais dos dois rios passaram de 60 km³; na década de 1950 a 38,5 km³; em 1970, 10 km³; em 1975 e 1,3 km³; em 1986. Na década de 1960, o mar de Aral tinha uma superfície de 66,5 mil km², com profundidade média de 16 metros e salinidade de 1/3 mais baixa que registrada geralmente nos oceanos. Dois rios principais lançavam suas águas no Aral: o Amu Dária, ao sul e o Sir Dária a nordeste. Por ano proporcionava 40 mil toneladas de pesca, e era uma rica fonte para a variedade biológica da região. Nesta mesma década, as autoridades soviéticas intensificaram a política de irrigação, utilizando as águas dos rios. A meta era cultivar 7 milhões de hectares da Ásia Central na cultura do algodão. Esse sistema de cultivo tornou em pouco tempo o Uzbequistão no quarto maior produtor e no segundo exportador mundial do “ouro branco”. Tal sucesso econômico provocou enormes danos ao meio ambiente e às populações da região, especificamente para mais de 1 milhão de pessoas da Karakalpakia, república autônoma do Usbequistão. Atualmente, o nível do Mar de Aral baixou de 30 m desde 1960 e ele perdeu 80% da sua superfície. Seu volume passou de 1100 km³ a 650 km³ de 1960 a 1990. O litoral recuou mais de 80 km. Em 1990 mais de 90% das terras úmidas ao redor da região secaram. editar Possíveis soluções para evitar o desaparecimentoForam propostas diversas soluções para os problemas causados pela perda de água do Mar de Aral, em diferentes graus de viabilidade e custos. Estas incluem:
Em janeiro de 1994, os países do Cazaquistão, Uzbequistão, Turquemenistão, Tajiquistão e Quirguistão assinaram um acordo em que eles se comprometeram a destinar 1% dos seus orçamentos para contribuir para a recuperação do mar, no entanto, a cooperação entre estes países tem sido mínima. Atualmente, a porção norte do Mar de Aral está a se recuperar, devido à dique Kokaral que o Governo do Cazaquistão construiu para impedir a que a água flua para o mar. editar Históriaeditar FormaçãoDurante o período Terciário, estava conectado com, entre outros, o Mar Negro, e mais tarde, depois da sua separação, tornou-se uma depressão no deserto da Ásia Central, foi preenchido simultaneamente pelo rio Amu Daria e Syr Darya 10 ou 20 mil anos (isto é, durante o Pleistoceno), tornando-se um oásis na área e, em seguida, em um lago. No entanto, as transferências de água entre estes rios para irrigação de culturas reduziu significativamente o volume do Mar de Aral nos últimos 40 anos. Isto tem provocado uma catástrofe ecológica, aumentando a desertificação, que é considerado como um dos piores do planeta causados pelo homem. editar Ver também
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