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A Itália é um país europeu, localizado no sul do continente, ocupando a quase totalidade da Península Itálica, mais as ilhas da Sardenha e Sicília. A capital da Itália é Roma, que é também a maior cidade do país. Ela compreende o vale do rio Pó, a Península Itálica e as duas maiores ilhas no mar Mediterrâneo, a Sicília e a Sardenha. Possui o formato aproximado de uma bota e por esse motivo os italianos comumente chamam-na de "lo stivale" ("a bota"), ou la Penisola ("a Península" como uma antonomásia). A fundação do Estado italiano moderno remonta à Unificação, completada em 1870. O Estado italiano é atualmente uma república parlamentarista. A Itália compartilha o seu limite alpino do norte com a França, a Suíça, a Áustria e a Eslovênia. O país também compartilha uma fronteira marítima através do mar Adriático com a Croácia e a Eslovênia e através do Mar Lígure com a França. Os estados independentes de San Marino e a Cidade do Vaticano são enclaves no território italiano. Também pertence ao país a comuna de Campione d'Italia, um enclave no território da Suíça de língua italiana. O país inclui 92% da região física italiana, delimitada convencionalmente pelo divisor de águas alpino; além dos enclaves supracitados, os territórios seguintes não pertencem ao país: o Principado de Mônaco, Nice com Briga e Tenda, algumas listras dos Alpes próximas à fronteira francesa (Monginevro, Moncenisio e Piccolo San Bernardo), a Suíça de língua italiana (Cantão Tessino e alguns vales de Grigioni), a península da Ístria e uma parte de Friuli-Venezia Giulia, a ilha da Córsega e o arquipélago de Malta. A Itália foi a terra de convivência de muitas civilizações européias bem conhecidas e influentes, inclusive os etruscos, os gregos e os romanos. Sua capital Roma tem sido uma cidade global historicamente importante, sobretudo como o núcleo da Roma antiga e da Igreja Católica. Há mais de 3000 anos, a Itália experimentou migrações e invasões de povos celtas, sarracenos, normandos, plantagenetas, germanos, francos, lombardos e gregos bizantinos, seguidas ao período da Renascença italiana, no qual as Guerras Italianas se realizaram e várias cidades-estado foram observadas para as suas realizações culturais. A Itália foi dividida em muitos estados independentes e muitas vezes experimentava a dominação estrangeira, antes da unificação italiana se realizar, criando a Itália como um estado-nação independente pela primeira vez em sua história. Durante o período sob a monarquia italiana e durante as duas guerras mundiais a Itália experimentou muitos conflitos, mas a estabilidade político-econômica foi restaurada após a proclamação da República Italiana. A Itália é chamada "il Belpaese" ("belo país", em italiano) pelos seus habitantes, devido à beleza e a variedade das suas paisagens e por ter o maior patrimônio artístico do mundo; o país é a pátria do maior número de patrimônios mundiais da UNESCO (41 desde 13 de julho de 2006). A Itália é um país desenvolvido com o 7º PIB mais alto em 2006, um membro do G8 e um membro de fundação do que é agora a União Européia, tendo assinado o Tratado de Roma em 1957. Os habitantes da Itália referem-se como italianos (italiano: italiani ou poeticamente italici).
editar Origem e história do nomeQuando a hegemonia etrusca ia chegando a seu ocaso com a expansão dos latinos, os povos do Sul, em particular os oscos, úmbrios e outros povos do centro e Sul da Península Itálica possuíam um numeroso rebanho bovino. Na língua dos oscos, o acusativo ‘vitluf’ (aos bezerros) deu lugar em latim a ‘vitellus’ (bezerrinho), palavra proveniente de vitulos (bezerro de entre um e dois anos). Estas palavras se derivaram do indo-europeu ‘wet-olo’ (de um ano cumprido), formada por sua vez a partir de ‘wet-‘ (ano), também presente em veterano e veterinário. O gado vacum era tão importante para esses povos que adotaram como emblema a imagem de um touro jovem, que aparece em algumas moedas da época, com o nome de vitalos, que em pouco tempo converteu-se em ‘italos’, nome com que se denominou as tribos do Sul e que com o tempo incluiu também os latinos. Até meados do século I, Itália era usado em latim para designar a Península, e ‘itali – orum’ para seus habitantes. editar HistóriaA história da Itália influenciou fortemente a história, a cultura e o desenvolvimento social, tanto na Europa como no resto do mundo. A população da Itália remonta aos tempos pré-históricos, época da qual foram encontrados importantes vestígios arqueológicos. Entre os diversos povos da Antigüidade são dignos de menção, em particular, os Lígures, os Veneti e os Celtas no norte, os latinos e os etruscos Samnitas no centro, enquanto no sul prosperaram colônias Gregas (Magna Grécia), e na Sardenha desde o segundo milênio a.C. floresceu a antiga civilização dos Sardenhos. Uma das mais importantes culturas antigas desenvolvidas em solo italiano foi a Etrusca (a partir do século VIII a.C.), que influenciou profundamente Roma e sua civilização, na qual muitas tradições importantes de origem Mediterrânea e Eurasiática encontraram a mais original e duradoura síntese política, econômica e cultural. Nascido na Itália, desde sempre terra de origem e de encontro entre diversos povos e culturas, a civilização romana foi capaz de explorar as contribuições provenientes dos etruscos e de outros povos itálicos, da Grécia e de outras regiões do Mediterrâneo Oriental (Palestina - o berço do Cristianismo - Mas também a Síria, a Fenícia e o Egito). Graças ao seu império, Roma soube então difundir a cultura Heleno-romana pela Europa e pelo Norte de África que foram os limites de sua civilização. Após a queda do Império Romano do Ocidente, que governou por um longo período (treze séculos), o território da península se dividiu em vários estados, alguns independentes, alguns parte de estados maiores (inclusive fora da península itálica). O mais longo entre eles foram os Estados Pontifícios, que resistiram até a tomada italiana de Roma em 1870 e que foi mais tarde reconstituído como o Vaticano, no coração da capital italiana. Depois da queda do último imperador romano do Ocidente seguiu-se a criação de dois reinos romano-bárbaros (um dos Hérulos e outro dos Ostrogodos). A reanexação da Itália ao Império Romano do Oriente realizado por Justiniano, em virtude das Guerras góticas, metade do século VI d.C., foi formalmente curta, uma vez que, já entre 568 e 570, os lombardos, povos germânicos provenientes da Hungria, ocuparam parte do país, mas representaram uma formidável continuidade político e cultural e a garantia da prosperidade económica da penínusla e de toda a Europa por muitos anos. Depois a área sob domínio romano-bizantino foi sujeita a um número de fragmentações territoriais, mas conseguiu permanecer até o final do século XI, enquanto os lombardos tiveram que se submeter aos Francos comandados por Carlos Magno a partir da segunda metade do século VIII. No ano 800, a Itália central tornou-se parte do Império germânico, embora pouco depois a Sicília passou para a mão dos árabes. O desenvolvimento de cidades-estado (a partir do século XI) deu novo impulso à vida econômica e cultural do norte e centro da Itália, enquanto no Sul formou-se o reino Normando, um dos mais modernos, tolerantes e mais bem administrados da Europa naquela época. Dos municípios formaram-se as repúblicas marítimas e mais tarde, as signorias. Durante a época das cidades-estado começou o Humanismo e o Renascimento, caracterizado por uma grande renascimento das artes, que teve grande influência no resto da Europa. A ocupação estrangeira e as diversas transformações dos estados que tinham se formado continuaram até a primeira metade do século XIX, quando se desenvolveu, influenciados pela Revolução Francesa e as Guerras napoleônicas, uma série de movimentos a favor da criação de uma Itália independente e unificada; este período é chamado de Risorgimento. A Itália contemporânea nasceu como um Estado unitário, quando em 17 de março de 1861, a maioria dos estados da península e as duas principais ilhas foram unidas sob o comando do Rei da Sardenha Vittorio Emanuele II da dinastia Sabóia. O arquiteto da unificação da Itália era o primeiro ministro do rei, conde Camillo Benso de Cavour, que apoiou (embora não reconhecendo diretamente) Giuseppe Garibaldi, permitindo a anexação do Reino das Duas Sicílias ao Piemonte. O processo de unificação teve a ajuda da França, que - juntamente com o Reino Unido - tinha um interesse em criar um estado anti-Habsburgo comandado por uma dinastia amiga (Sabóia) e capaz de impedir o surgimento de um Estado republicano e democrático na Itália (desejada por alguns "patriotas", como Mazzini e como já tinha acontecido em parte, em Roma, Milão, Florença e Veneza durante o movimento revolucionário de 1848). A primeira capital foi Turim, a antiga capital do Reino de Sardenha e ponto de partida do processo de unificação da Itália. Depois da Convenção de setembro (1864), a capital foi transferida para Florença. Em 1866, a Itália adquiriu do Império Habsburgo, o Vêneto, após a guerra, na qual a Itália era aliada à Prússia de Bismarck. Na unificação, permaneceram excluídos a Córsega e à região de Nice, cidade de Garibaldi, assim como Roma e os territórios vizinhos que estavam sob o controle do Papa e protegido por Napoleão III. Graças à derrota da França pelos Prussianos, após uma rápida ação militar em 20 de setembro de 1870, também fora anexada Roma e proclamada a capital do reino. Mais tarde, com o Tratado de Latrão em 1929, o Papa obteve a soberania da Cidade do Vaticano. Outra entidade autônoma dentro das fronteiras italianas é a República de San Marino. Mas mesmo após a conquista de Roma em 1870, a Unificação da Itália ainda não estava completa, faltava ainda as chamadas "terras irredentas": O Tirol italiano, Trieste, a Istria, a Dalmácia e outras terras que os nacionalistas clamavam como sendo pertencente à Itália. O Trentino, Trieste, a Istria e o Fiume foram anexados depois dos tratados de paz, após a primeira guerra mundial, impostos pela França, Inglaterra e Estados Unidos aos Impérios Centrais, perdedores da guerra, e ao estado de Fiume antes comandado por Gabriele d'Annunzio. Após a Primeira Guerra Mundial, instalou-se a ditadura fascista, um caso que envolveu a perda da liberdade política por mais de vinte anos e a desastrosa participação do país na Segunda Guerra Mundial junto com a Alemanha. Após o fim da guerra em 2 de junho de 1946, um referendo estabeleceu o abandono da monarquia como uma forma de governo e a adoção de uma república parlamentar; no mesmo dia os cidadãos italianos foram convidados a votar para a eleição de uma Assembléia Constituinte, que em dezembro de 1946, começou a trabalhar na elaboração de uma Constituição. A nova Constituição entrou em vigor em 1° de Janeiro de 1948. A Itália é um membro fundador da OTAN e da União Européia, tendo criado junto com Bélgica, França, Alemanha Ocidental, Luxemburgo, Países Baixos em 18 de abril de 1951 (através do Tratado de Paris), a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço (CECA) e tem participado de todos os principais tratados de unificação da Europa, incluindo a entrada na zona do euro em 1999, quando substituiu a antiga lira italiana. editar PolíticaA Constituição italiana de 1948[1] estabeleceu um parlamento bicameral, que consiste de uma Câmara dos Deputados (Camera dei Deputati) e de um Senado (Senato della Repubblica) bem como um sistema judiciário; e um sistema executivo composto de um Conselho de Ministros (Consiglio dei ministri), liderado pelo primeiro-ministro (Presidente del consiglio dei ministri). O presidente da república (Presidente della Repubblica) é eleito para mandatos de sete anos de duração pelo parlamento, juntamente com um certo número de delegados regionais. O presidente escolhe o primeiro-ministro, e este propõe os outros ministros, que são aprovados pelo presidente. O Conselho de Ministros precisam ter apoio (fiducia - confiança) de ambas as casas do parlamento. Os deputados que são eleitos para o parlamento são eleitos diretamente pela população. De acordo com a legislação italiana de 1993, a Itália tem membros únicos de cada distrito do país, para 75% dos postos no parlamento. Os outros 25% dos postos parlamentares são distribuídos regularmente. A Câmara dos Deputados possui oficialmente 630 membros (mas de fato, são apenas 619 depois das eleições italianas de 2001). O Senado é composto por 315 senadores, eleitos pelo voto popular, bem como ex-presidentes e outras pessoas (não mais que cinco), indicadas pelo presidente da república, de acordo com provisões constitucionais especiais. Ambos, a Câmara de Deputados e o Senado, são eleitos para um mandato de no máximo cinco anos de duração, mas eles podem ser dissolvidos antes do término do mandato. Leis podem ser criadas na Câmara de deputados ou no Senado, e para serem aprovadas, precisam da maioria em ambas as Câmaras. O sistema judiciário italiano é baseado nas leis romanas, modificadas pelo Código Napoleônico e outros estatutos adicionados posteriormente. Há também uma corte constitucional (Corte Costituzionale), uma inovação pós-segunda guerra mundial. editar Subdivisõeseditar RegiõesCinco regiões possuem um estatuto especial (Friuli-Venezia Giulia, Sardenha, Sicília, Trentino-Alto Ádige, e Vale de Aosta), o que lhes garante mais ampla autonomia para legislar sobre diversas matérias que não sejam de monopólio estatal. Estas cinco regiões são autônomas por fatores culturais, lingüísticos e geográficos. Cada região tem um conselho (consiglio regionale, na Sicília assemblea regionale) eleito e uma junta (giunta regionale) encabeçada por um presidente. A junta é responsável pelo conselho e deve renunciar se falhar em manter a sua confiança. As quinze regiões de estatuto ordinário foram estabelecidas por várias leis em 1970 e elas serviam prioritariamente para descentralizar a máquina de governo do Estado. Depois duma reforma da constituição em 2001, as competências legislativas das regiões de estatuto ordinário foram ampliadas e os controlos estatais foram significativamente reduzidos senão completamente borrados, como o comissário do governo central. A autonomia regional (federalismo) tem sido um assunto dos políticos italianos em anos recentes, sem dúvida ajudado pelo surgimento de partidos tais como a Liga Norte. Durante o governo de Silvio Berlusconi, o parlamento aprovou uma nova reforma constitucional que garantiria às regiões outros poderes, em particular nas matérias da educação e da saúde, em geral federalizando o sistema institucional italiano. Mas para entrar em vigor a reforma deveria também ser aprovada por um referendum popular, e neste referendum a reforma foi derrotada.
*Províncias instituídas e em fase de ativação. editar ProvínciasProvíncias com mais de 1 000 000 de habitantes editar CidadesA Itália possui três cidades acima de 1 000 000 de habitantes, dentre elas Roma, a capital, e Milão, a mais rica cidade da Itália. O país também apresenta outras cidades importantes como Gênova, Veneza, Florença e Bolonha. As cinco cidades mais populosas são: editar Regiões metropolitanas
editar Geografia
Imagem de satélite artificial da Itália e imediações.
A maior parte da Itália está localizada na Península Itálica, no continente europeu, e onde dois enclaves independentes estão localizados: a República de San Marino e o Vaticano. As ilhas de Sicília, Sardenha e Elba também fazem parte da Itália. A Itália limita-se ao norte com Suíça e com Áustria, a leste com a Eslovénia, com o Mar Adriático (através do qual contacta também com a Croácia, Montenegro, Albânia, e com o Mar Jónico, que a separa da Grécia. A Itália limita-se a sul com o Mar Mediterrâneo (incluindo o Canal de Malta que separa a Sicília de Malta), com o Mar Tirreno e com o Mar da Ligúria (ambos separando o território peninsular das ilhas da Sicília e Sardenha e da ilha francesa da Córsega). Finalmente, a Itália limita-se ao oeste com a França. O terreno italiano é bastante acidentado, com os Apeninos formando o esqueleto central da península. O ponto mais alto do Itália é o Monte Branco, com seus 4810 metros, mas dois vulcões estão mais associados com o país: o Monte Etna, na Sicília, e o Monte Vesúvio, perto de Nápoles. Na cultura popular é comum associar o formato político-geográfico da Itália a uma bota (em italiano "stivale"). editar ClimaO clima da Itália varia de região para região. O norte italiano (Milão, Turim e Bolonha) tem um clima continental, quando ao sul de Florença apresenta o clima mediterrânico. O clima das áreas litorâneas da península é muito diferente do interior, particularmente nos meses de inverno. As áreas mais elevadas são frias, úmidas e frequentemente recebem a precipitação de neve. As regiões litorâneas tem um clima mediterrâneo típico com invernos suaves e verões quentes, geralmente secos. Há diferenças notável nas temperaturas, sobretudo durante o inverno: em certos dias em Dezembro ou Janeiro pode nevar em Milão a -2°C, quando em Palermo ou Nápoles as temperaturas estão em +12°C. Certas manhãs Turim pode amanhecer com -12°C, quando no mesmo tempo Roma se encontra com +6°C e Reggio Calabria +10°C. No verão a diferença é mais clara, a costa leste não está tão úmida como a costa ocidental, mas no inverno está geralmente mais fria. Também a altitude influencia fortemente o clima e as temperaturas médias. Cidades meridionais como Potenza (na Basilicata), Campobasso (no Molise) ou Enna (na Sicília) tem invernos rigorosos e temperaturas médias bastante inferiores a outras localidades costeiras das mesmas regiões. Nos meses de inverno os Apeninos recebem neve regularmente. A Itália é sujeita a condições altamente diversificadas no outono, inverno, primavera, quando o verão é geralmente mais estável mesmo nas cidades do norte, como Turim, Milão, Pavia, Verona ou Udine pode vir chuvas durante o dia. Já ao sul de Florença, o verão é tipicamente seco e ensolarado. Entre novembro e março o Vale do rio Pó é frequentemente coberto pela neve, sobretudo a zona central (Pavia e Cremona). A neve é comum entre dezembro e fevereiro em cidades como Turim, Milão e Bolonha, nos últimos invernos (2005 - 2006), Milão recebeu aproximadamente 70/80cm de neve, Como em torno de 1m, Pavia 50cm, Trento 1,60m, Vicenza em torno de 45cm, Bolonha em torno de 30cm e Piacenza ao redor de 80cm. Geralmente o mês mais quente é agosto no sul, e julho no norte. Nesses meses os termômetros podem marcar 42°C no sul e 33°C no norte. O mês mais frio é janeiro, com médias no Vale do Rio Pó de 0°C, Florença 5°C/6°C, Roma 7°C/8°C. As temperaturas podem chegar na manhã a -14°C no Vale do Rio Pó, -5°C/-6°C em Florença, -4°C em Roma, -2° em Nápoles e em Palermo pode chegar a 1°C. editar RelevoA Itália possui um relevo variado. Tem altas cordilheiras ao norte, com o ponto culminante, o Monte Branco com 4810m. Possui montanhas altas ao longo da península, com os Apeninos que formam o esqueleto italiano. Também possui planícies, como a do Pó. Dois grandes vulcões ativos existem no país: Etna e Vesúvio. editar ApeninosOs Apeninos (em italiano Appennini) estendem-se por 1000 quilômetros do norte ao sul da Itália ao longo da costa leste, formando a coluna dorsal do país. Deram seu nome à Península Apenina, que forma a maior parte da Itália. As montanhas são verdes e arborizadas, apesar de um lado do pico mais elevado, o Corno Grande (2912 metros), ser parcialmente coberto pela geleira mais meridional da Europa. As elevações mais a leste, perto do Mar Adriático, são abruptas, enquanto que as do oeste formam uma planície onde se localizam a maior parte das cidades históricas italianas. editar Gran SassoGran Sasso (italiano para pedra grande), é um maciço localizado na região de Abruzzo da Itália central. Também é a peça central do parque nacional chamado Parco Nazionale del Gran Sasso e Monti della Laga (estabelecido em 1991). A cidade mais próxima é L'Aquila. O pico mais alto de Gran Sasso é Corno Grande, com 2.912 m de altura. editar Planície do Rio PóO Rio Pó é o maior rio italiano, passando por muitas cidades importantes, incluindo Turim, e ainda nas proximidades de Milão – nesta última cidade o rio penetra em uma rede de canais chamados "navigli". Perto do fim do seu curso, o rio dá lugar a um grande delta, com centenas de pequenos canais e cinco cursos fluviais principais, chamados Po di Maestra, Po della Pila, Po e Gália Transpadana (a Norte do Pó); em italiano, o vale é chamado de "Pianura Padana". editar VulcõesO terreno italiano possuiu um grande número de vulcões. editar EtnaO vulcão Etna é o mais ativo dos vulcões da Europa. Este vulcão está cheio de grandes achados arqueológicos de maravilhas vulcânicas. Situa-se em Itália, ilha Sicília. Situa-se também no rifte das placas tectónicas euro-asiática e a placa de África. O seu nome vem do grego Aitne, significa “que eu queimo”. Tem uma elevação de aproximadamente 11,000 pés (3.350 metros), dependendo das deformações da sua mais recente erupção. editar VesúvioO Vesúvio é um vulcão do tipo composto, que expele material em fluxo intenso. Localiza-se em Nápoles, atingindo uma altura de 1.281 metros. Antes da tragédia de Pompéia em 79 d.C., o Vesúvio encontrava-se inativo havia 1500 anos. Só foram iniciadas escavações na região em [1738]]. Elas revelaram ruas, paredes de edifícios e até pinturas inteiras. Segundo Lacroix, é designado "Vulcano-estromboliano" porque umas vezes existem explosões com grande produção de cinzas e lava espessa (do tipo vulcaniano) e outras eclodem com magma fluido, poucas cinzas, mas muitos gases explosivos, projectando materiais sólidos (do tipo estromboliano). Segundo Scarth, é Pliniano, porque a sua lava é muito fragmentada e espalha-se por uma grande área, atingindo grande espessura (pode exceder os 100 km3 de volume). A coluna de gases e cinzas pode ter alguns quilômetros de altura. O Vesúvio é um vulcão misto, que se encontra em margens de placas destrutivas (margens convergentes), geralmente associados a arcos insulares e a cadeias de montanhas litorais. O magma, rico em sílica, tem essencialmente origem no material da própria placa. As lavas produzidas são muito viscosas e solidificam rapidamente, formando um relevo vulcânico com vertentes abruptas. Segundo outros autores o vulcão é considerado explosivo, mas tendo em conta que, ao longo do seu período de actividade, ocorreram erupções alternadas, é mais correcto designá-lo por misto. editar Campi FlegreiCampi Flegrei, apesar de ser pouco conhecido e não possuir uma montanha, esse vulcão de múltiplas crateras no oeste de Nápoles talvez represente um perigo maior que o Vesúvio caso entre em erupcão, devido ao gigantismo de sua caldeira.
editar TerremotosOs fenômenos sísmicos constituem uma característica do terreno italiano. São ligados geralmente aos fenômenos dos vulcões. Nem todas as regiões italianas se sujeitam igualmente aos movimentos sísmicos. A região alpina é a que menos apresenta abalos sísmicos. São mais frequentes os terremotos desastrosos que acontecem na zona do Apeninos. Entre terremotos graves são recordados os de 1908, 1915, 1929, 1932, 1968, 1976, 1980, 1997 e 2002. editar IlhasAs ilhas da Itália apresentam interessantes sistemas montanhosos. A Sicília representa na realidade uma continuação dos Apeninos, além de possuir o único vulcão ativo da Europa, o Etna, com 3400m. As erupções mais violentas e com as maiores consequências para a população produziram-se no ano de 1669, destruindo parte da Catânia, em 1928. Sardenha não conta com nenhum vulcão, porém tem como caraterística o fato de que suas elevações procedem de um antigo maciço, o Tirrénido, que na maior parte encontra-se afundado. Os rios de ilhas são de caráter torrencial e sofrem graves acréscimos no inverno, enquanto que no verão aparecem totalmente secos. Sardenha e Elba são as maiores ilhas italianas.
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